No átrio do auditório do Instituto Superior de Contabilidade e Administração da Universidade de Aveiro (ISCA-UA) vislumbra-se uma placa com a seguinte inscrição: «Aqui admite-se a dúvida». O autor é Joaquim José da Cunha, que também dá o nome àquele espaço. Foi ele quem, um dia, lançou o desafio de fazer daquela escola «o farol da contabilidade em Portugal». A histórica instituição aveirense, localizada nas proximidades da reitoria da universidade, foi durante dia e meio, 30 e 31 de outubro, um fórum de ideias, fazendo jus às mais de cinco décadas de parceria entre a academia e a profissão. O XX Congresso Internacional de Contabilidade e Auditoria (CICA) reuniu uma vasta comunidade de quatro centenas e meia de congressistas, onde se incluíram estudantes, professores, contabilistas certificados, auditores, revisores e reguladores. «A contabilidade num mundo sustentável» foi o tema proposto por esta organização conjunta entre o ISCA-UA e a Ordem dos Contabilistas Certificados. A chama viva da discussão O primeiro interveniente foi o reitor da Universidade de Aveiro. Paulo Jorge Ferreira congratulou-se pelo facto de a escola que integra a instituição que dirige acolher um dos mais concorridos CICA dos últimos tempos, com participantes de diversas nacionalidades. «O ISCA-UA tem tido um papel importante em manter a chama viva na discussão de temas importantes nas áreas da contabilidade e finanças», referiu o também presidente do Conselho de Reitores. «Trazer a contabilidade sustentável para o centro da discussão é trazer o que há de central no que se passa no mundo», acrescentou. Antes de concluir, sublinhou o mérito dos profissionais e da própria academia por estarem «atentos» a temas de tão grande atualidade, no mundo de hoje e no nosso futuro. «Contabilista 3.0» «Não podemos perder o lucro de vista, nem a criação de riqueza por parte das empresas, mas temos de ir mais além, nomeadamente em termos da transparência e governação das organizações, alcançada com um relato de sustentabilidade que garanta a fiabilidade.» As palavas são de Paula Franco e foram proferidas na sessão de abertura do XX CICA. A bastonária anunciou, para 2026, o arranque, por parte da instituição que lidera, da aposta no «Contabilista 3.0», em que o profissional terá um novo posicionamento junto das empresas, acrescentando-lhes valor. «A contabilidade e a auditoria são pilares fundamentais na dimensão da sustentabilidade, um dos temas que mais se discute nos dias de hoje. Os contabilistas e os auditores são profissionais preparados, que dominam o relato financeiro e já dispõem de métricas para acompanhar a informação financeira», acrescentou. A responsável máxima da Ordem declarou ainda que a «ligação entre a OCC, a academia e a investigação será fundamental para enfrentarmos o desafio da sustentabilidade.» Uma celebração do conhecimento Numa sociedade confrontada com desafios de enorme complexidade, caso das alterações climáticas, transições energéticas, desigualdade social e o respeito dos limites do Planeta, «a contabilidade assume um papel de primeiro plano.» Segundo Francisco Picado, diretor do ISCA-UA, a nova dimensão associada à contabilidade faz com que o papel desta exceda os balanços e as demonstrações financeiras. Para o responsável da histórica instituição de Aveiro «a contabilidade ambiental é uma exigência do nosso tempo», um elemento de responsabilidade democrática, fundamental no âmbito da prestação de contas e no reforço da confiança dos cidadãos nas instituições. «Mais do que um evento académico, o CICA é uma celebração do conhecimento», afirmou Francisco Picado. «A contabilidade é uma bússola num mundo em constante transformação e uma linguagem de confiança, que procura o equilíbrio entre o rigor dos números e a moral da tomada de decisões», disse ainda o professor, que não terminaria sem antes referir a «parceria essencial» mantida com a OCC na valorização da profissão e no estreitar de laços entre o ensino superior e a prática profissional. A despedida de um autarca A 32 horas de passar o testemunho na liderança da Câmara de Aveiro, José Ribau Esteves proferiu uma das suas últimas intervenções como autarca. Após 16 anos na liderança do município de Ílhavo e 12 consecutivos em Aveiro, o edil justificou a sua presença para «honrar a nossa Universidade e bastonária da OCC.» A primeira entidade, referiu, pelo papel que tem desempenhado em Aveiro, enquanto a associação profissional liderada por Paula Franco pelo trabalho desenvolvido em prol dos contabilistas certificados e pelo apoio, dado desde a primeira hora, ao Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses. «Herdei uma Câmara em péssimo estado. A segunda pior Câmara em termos de métrica financeira», lembrou. «O Anuário foi um incentivo para crescer em qualidade e competência. Por isso, só posso desejar para que continuem a publicar o anuário!» Uma derradeira observação para o impacto da sustentabilidade em relação ao atual ar dos tempos: «Os pilares ambiental, económico e social da sustentabilidade são decisivos para combater os fundamentalismos e as ditaduras, cada vez mais fortes do ponto de vista político, económico e militar.» «Não estamos a cuidar do nosso Planeta» Coube à docente do ISCAP, Cláudia Teixeira, a apresentação dos oradores da sessão plenária com o sugestivo título: «Da contabilidade insustentável à contabilidade sustentável: um apelo à ação». Ambos britânicos e ambos com uma profunda investigação na área da contabilidade social, ambiental e a sustentabilidade, bem como uma ligação com a atividade económica, as empresas e a indústria. Joan Ballantine começou por dizer que «na academia e nas empresas podemos fazer, cada dia, algo diferente. Cada um deve fazer a sua parte. E, de momento, não estamos a cuidar do nosso Planeta.» A docente da universidade do Ulster, na Irlanda do Norte, referiu que «ética e sustentabilidade têm de andar de mãos dados», mas reconheceu que para «melhorar os padrões éticos e financeiros» é preciso «redesenhar e reformar a forma como se ensina, melhorando a qualificação dos futuros profissionais e redefinindo, deste modo, a profissão». A também membro da ACCA acrescentou que no grande debate que está em curso sobre a futura geração de contabilistas e auditores, «a sustentabilidade e a inteligência artificial serão determinantes. Os profissionais, para serem líderes e catalisadores da mudança, têm de ambicionar liderar a agenda da sustentabilidade», disse. A professora britânica defendeu ainda que uma «contabilidade sustentável» só será possível a par com «lideranças sustentáveis», que terão de exigir muito mais do que o mero relato financeiro. «É fundamental ter um papel ativo na definição de políticas, em particular no domínio público», asseverou a oradora. Para concluir a acutilante intervenção, Joan Ballatine deixou uma mensagem dirigida às novas e às menos jovens gerações: «Nunca se esqueçam que a investigação e a educação são importantíssimas e estão interligadas. Sejam, por isso, inovadores e lembrem-se que o sol nasce todos os dias. Mas o Planeta não vai ficar à nossa espera.» Por seu turno, Ian Thomson, iniciou a sua intervenção, dizendo ao que vinha: «provocar» e «dar ideias para a investigação». E bem que se pode dizer que não defraudou as expetativas. «Ser contabilista é um privilégio. Ser académico e investigador é um privilégio. Mas é um privilégio que traz responsabilidade, cumprimento de prazos, etc.», referiu o docente da Universidade de Dundee, na Escócia. Thomson defendeu a importância de «realizar investigações contabilísticas relevantes», destacando o seu papel «transformador», capaz de «dar as melhores soluções possíveis às pessoas.» Contudo, o docente ressalvou que só com a dimensão da interdisciplinaridade, comunicando com outras valências das universidades, será possível acrescentar inovação na contabilidade. «Mais inovação, mais sentido crítico e a ambição de superar-nos a nós próprios são aspetos fundamentais nas organizações», adicionou. Para Ian Thomson, «se não incluirmos a contabilidade (em particular a vertente da sustentabilidade) nas reflexões das sociedades modernas, não vamos mudar o mundo.» Novos conflitos exigem novas competências A sessão plenária vespertina do primeiro dia do XX CICA debruçou-se sobre os mais recentes desenvolvimentos no âmbito dos padrões éticos internacionais e da garantia de sustentabilidade. Gabriela Figueiredo Dias discorreu sobre o trabalho desenvolvido ao longo dos últimos dois anos e meio na liderança do IESBA, a organização global que define o enquadramento normativo ético para os contabilistas certificados e auditores de todo o mundo. «Fazer crescer a capacitação da contabilidade e dos contabilistas para responder a tantas exigências e deveres de reporte» é, para a presidente do IESBA, um desígnio da organização sediada em Nova Iorque. Criado há 25 anos, o seu conselho diretivo é constituído por 16 membros, afetos a 15 jurisdições diferentes, o que é revelador do carácter global do IESBA. O código de ética «é o principal produto do IESBA», sendo aplicado em 130 jurisdições. Confrontada pelo moderador do painel, João Ferreira da Silva, assessor da bastonária, com a necessidade de robustez ética no relato de sustentabilidade, a protagonista desta sessão recuou até ao ano de 2023, altura em que, nas suas palavras, ocorreu uma «tempestade perfeita». Os motivos para o «crescimento muito grande deste mercado e das solicitações a ele associados» foram vários: a intensificação da procura de informação sobre esta área, a identificação de oportunidades de negócio, a imaturidade sobre este tipo de informação, a complexidade e subjetividade dos temas, comparativamente com a informação financeira, com a particularidade de o seu carácter prospetivo intensificar a exigência. «Surgiram conflitos éticos e de independência novos e que passaram a exigir novas competências por parte dos profissionais da contabilidade e da auditoria», argumentou a antiga presidente da CMVM. Segundo Gabriela Figueiredo Dias, os padrões globais e universais de ética e no relato financeiro e garantia no relato de sustentabilidade encontram-se em processo de implementação e deverão estar no terreno no final de 2026. Contudo, a adoção das diretivas de sustentabilidade decorre de forma mais lenta do que seria desejável e a várias velocidades, em particular nos países europeus. A presidente do IESBA acrescentou que, na sua perspetiva, «o futuro da sustentabilidade pertence aos stakeholders.» Gabriela Figueiredo Dias referiu que «a sustentabilidade é uma tendência que está para ficar e não tem retorno», sendo, por isso, fundamental, ter «padrões éticos consistentes e uniformes.» Contabilistas melhor preparados para o relato de sustentabilidade Na parte dedicada a questões, João Ferreira da Silva pretendeu saber junto da oradora quais os profissionais responsáveis pelo relatório de sustentabilidade. Gabriela Figueiredo Dias declarou «não existir, para já, uma tendência uniforme», ressalvando que a «situação é muito fragmentada a nível global, com os aspetos culturais a interferirem.» E deu exemplos práticos: no Japão e na Alemanha não existe a tradição dos CFO serem contabilistas certificados. «Noutros países sucede o contrário. Contudo, no relato integrado há prevalência dos profissionais de contabilidade por já estarem melhor preparados», esclareceu. A responsável máxima do IESBA apresentou ainda à plateia pequenos vídeos, de carácter didático, de apoio aos profissionais em termos de ética no reporte de sustentabilidade: «A nossa entidade tem feito um grande esforço para chegar a todas as audiências. Estas são, de facto, matérias pesadas e, às vezes, somos acusados de alguma complexidade nas normas. Por isso, estes vídeos visam identificar dilemas éticos por parte dos profissionais, protegendo-os, bem como às organizações onde trabalham». Antes de rematar a sua intervenção, Gabriela Figueiredo Dias elogiou o caminho de interligação e colaboração entre a organização que dirige e a OCC. O International Ethics Standards Board for Accountants (IESBA) divulgou, a 31 de julho, um comunicado, alertando as empresas de contabilidade para terem cautela com investimentos de capital de risco ("private equity”) nos negócios da auditoria e da contabilidade. Intitulado «Investimento de private equity em gabinetes de contabilidade: principais considerações éticas e de independência», o relatório do IESBA chama a atenção dos contabilistas certificados que exercem funções em gabinetes de contabilidade, em particular em cargos de liderança, para relevantes disposições sobre ética e independência no Código Internacional de Ética para os profissionais, que permanecem aplicáveis tanto antes quanto depois do investimento em private equity em gabinetes de contabilidade. O tema foi aflorado nesta sessão plenária do XX CICA, com Gabriela Figueiredo Dias a recordar que o staff alert do IESBA «identificou riscos éticos e independência deste fenómeno, em comparação com os benefícios». Contudo, admitiu que, para já, o código de ética do IESBA oferece «soluções para os casos concretos», referindo que «a situação continuará a ser avaliada.» Colocar as pessoas no centro O segundo dia do XX CICA arrancou com…chuva e mais uma sessão paralela, com mais temáticas versando a sustentabilidade. Pelas 11 horas, regressou-se ao auditório do ISCA-UA para um painel sobre «Incrementar o valor da organização através da sustentabilidade», moderado por Alberto J. Costa, professor do ISCA-UA e presidente da Comissão Científica do congresso. Sofia Manso veio em representação do Grupo Bernardo da Costa, uma empresa familiar com sede em Braga, fundada no longínquo ano de 1957, e que hoje se encontra em todo o país e espalhada pelo mundo. A também CEO da Academia da Felicidade assentou a sua intervenção na perspetiva da cultura organizacional e no papel das lideranças. «A criação de um departamento da felicidade visou colocar as pessoas no centro das preocupações da empresa. Foi um passo importante para promover uma mentalidade coletiva, com o bem-estar no centro da nossa ação. Contudo, é sabido que em Portugal é mais difícil mudar mentalidades do que as políticas», referiu Sofia Manso. A responsável acrescentou ainda que «uma empresa é feita para dar lucro, mas sem as pessoas não conseguiremos chegar a lado algum. Contribuir para o bem-estar de todos é o melhor exemplo que podemos dar.» A defesa da literacia emocional como prática de desenvolvimento contínua dentro das organizações e o acompanhamento próximo e assente em auditorias para desmontar eventuais práticas de green e social washing foram outras notas deixadas pela oradora. Sofia Manso não terminou sem partilhar uma frase que ficou no ouvido de todos: «Em Portugal, temos empresas excelentes, mas persiste uma mentalidade de tostão, em vez de pensar num milhão.» Uma estratégia para a sustentabilidade Maria do Céu Silva esteve em Aveiro na condição de gestora de projetos da LIPOR, a Associação de Municípios para a Gestão Sustentável de Resíduos do Grande Porto. Fundada em 1982, integra oito municípios da região do Grande Porto, abrangendo uma área com um milhão de cidadãos. O primeiro relatório de sustentabilidade desta entidade pública remonta ao ano de 2005, «quando ainda não havia uma estratégia bem definida para esta área.» Em poucos anos tudo mudou. Hoje, a deposição em aterro é residual, a LIPOR tem uma área para a biodiversidade e criou uma academia de formação que consolidou a aposta na sustentabilidade.» Hoje, «a sustentabilidade está completamente integrada na estratégia de negócio da empresa», garantiu Maria do Céu Silva. «O pilar ambiental é, indiscutivelmente, o mais intrinsecamente ligado à nossa atividade. O nosso trabalho tem impacto na qualidade de vida dos cidadãos, ao mesmo tempo que o seu comportamento impacta no nosso trabalho, em particular na separação de resíduos», acrescentou. A oradora não terminou sem colocar a ênfase na necessidade de «sensibilizar as lideranças e capacitar as equipas das organizações para os temas da sustentabilidade», considerando fundamental o trabalho a desenvolver ao nível da cultura organizacional. Manter a reputação dos negócios Juliana Carreira trabalha na PwC, uma das quatro grandes empresas de auditoria do mundo, na área do apoio e desenvolvimento ao nível das estratégias e relatórios de sustentabilidade dos seus clientes. O seu propósito é que o desempenho de sustentabilidade dos seus clientes esteja alinhado com a exigência dos padrões de relato financeiro, integrando esta estratégia nos respetivos modelos de negócio. «A gestão da sustentabilidade tem um efeito financeiro na organização que pode não ser sentido logo, mas que acontecerá a médio/longo prazo», defendeu Juliana Carreira, que ainda acrescentou que «o respeito pelas pessoas, pela proteção ambiental, o cumprimento ético e uma cultura de responsabilidade no seio das organizações tem repercussões ao nível da reputação dos negócios.» Para concluir, a interveniente sinalizou como dificuldades «um contexto instável ao nível da regulamentação de sustentabilidade», apontando que, enquanto a União Europeia alivia obrigações a este nível, os bancos continuam a pressionar os seus clientes, enquanto estes exigem práticas rigorosas aos seus fornecedores. Uma palavra fundamental chamada «confiança» A sessão de encerramento foi, como não podia deixar de ser, uma espécie de balanço de dia e meio de trabalhos. Paula Franco destacou a importância de promover a literacia em sustentabilidade, levando este processo a quem tem o poder de decisão nas empresas. «A atitude das lideranças nas organizações é fundamental no sucesso do processo de sustentabilidade e no grau de compromisso que é assumido. Não basta ter um normativo. Todos nós, nas nossas ações, temos de mudar comportamentos», defendeu. A responsável máxima da OCC disse ainda acreditar que o papel dos contabilistas certificados, trazendo objetividade para estas matérias, será determinante para adicionar conhecimento em matéria de sustentabilidade nas organizações. «Os contabilistas certificados e os revisores oficiais de contas serão fundamentais nas suas respetivas funções, até porque confiança é uma palavra fundamental», afirmou. Ficou ainda a garantia de que este compromisso com a sustentabilidade por parte dos profissionais seja uma realidade, com a Ordem a fazer a sua parte, ministrando um vasto e amplo programa de formações e ações de sensibilização. Alberto J. Costa foi um rosto omnipresente durante todo o congresso. O presidente da Comissão Científica congratulou-se pelo êxito do XX CICA enquanto «espaço de partilha técnica e científica», tendo sido um evento que demonstrou «qualidade e ambição». O outro anfitrião da histórica escola de Aveiro, Francisco Picado, começou por salientar a «parceria de longa data com a OCC» e que tem tornado possível a realização dos CICA mais recentes. O diretor do ISCA-UA sublinhou que este evento «permitiu reforçar os laços de relacionamento humano que, numa sociedade cada vez mais digital, vão escasseando.» ISCA-UA passa testemunho ao ISCAP Como numa sessão de encerramento dos Jogos Olímpicos, a sessão final do CICA conta também sempre com uma simbólica passagem de testemunho para a instituição académica que irá organizar o próximo congresso. Será em 2027 que a XXI edição vai acontecer nas instalações do ISCAP, em São Mamede de Infesta, no limiar da fronteira dos concelhos de Matosinhos e do Porto. Manuel Moreira da Silva prometeu continuar a criação de valor científico, humano e social, honrando a tradição do CICA. O presidente do ISCAP, instituição que no próximo ano completa 140 anos, mostrou-se convicto que o CICA continuará a ser um «local de reencontros, partilha de boas práticas e construção, em conjunto, do futuro, numa área (contabilidade e auditoria) repleta de desafios.» Para Moreira da Silva, «o CICA tem refletido aquilo que é a evolução da profissão, espelhando as preocupações do presente e do futuro.» Texto Nuno Dias da Silva e Jorge Magalhães Fotos Jorge Gonçalves * Excerto da notícia publicada na Revista Contabilista de outubro de 2025 Notícia integral - Versão PDF |